sexta-feira, 17 de julho de 2009

shake me like a monkey.

Porque é verão e sabe bem a qualquer altura [:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

às vezes são apenas coisas simples. caminhar à chuva, por exemplo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

s/ título II

Há dias que não apetece sair de casa. Deixamos a vida correr do lado de fora das janelas enquanto escondemos os pensamentos de quem não deixa morrer o tempo.
Há dias em que não apetece sentir. Quando a cabeça se enche com demasiadas perguntas e se prende a tudo o que não chegou a ser, restam as utopias que desenhámos em noites mais longas.Há dias em que não queremos palavras. Não mais que as que nos acostumamos a ouvir e, mesmo essas, se tornam  frias  quando  são apenas passado.Há dias em que não apetece nada.
Há dias...e dias... e horas, e minutos e segundos e tempo... esse que nos mata aos poucos.

Daniela Morgado

segunda-feira, 8 de junho de 2009

(desas)sossego.


                                                                              
escrevo na sombra do pensamento. hoje não há nada que queira realmente dizer. talvez, que este vazio que me consome e me mata, deixa o meu corpo vulnerável ao precipício do inconsciente.
magoa este vazio nas palavras, este silêncio de sensações. o tempo rasga-me o corpo e lembra-me todos os dias essa fome de uma extensão do próprio tempo, uma procura nesse pequeno universo do que é sentir. sentir é possuir, mesmo que, mais tarde, isso seja apenas uma recordação...

o olhar para a janela é uma espécie de náusea, um desconforto real de ver que lá fora continua o silêncio banal que finjo ouvir. não quero as vozes, não quero os barulhos. hoje quero deixar-me cair nesse buraco negro de não existir. 
não existisse o tempo…

[Fotografia de Daniela Morgado]

quarta-feira, 27 de maio de 2009

manhã submersa.


sonho às escuras.            um preto e branco esquisito.           vazio.


não me lembro.

[fotografia de William Mortensen] 

domingo, 24 de maio de 2009

anesthetize part 2

deixo o som guiar-me o corpo enquanto o pensamento voa para outros destinos. penso-os... mas a madrugada arde nos olhos como um aviso constante de que é hora de os pés voltarem ao chão. e a música pára. os pensamentos param, nunca deixando realmente de lá estar... levitam como noites incompletas que ficarão para outro dia.

caio sob a cama. deixo-me dormir.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

são sonhos.

desenho o caminho dos teus dedos no meu corpo. fecho os olhos e tento imaginar o seu arrastar lento na minha pele. pedir-te-ia que escrevesses com as suas viagens. "o quê?", pergunto por ti. na minha cabeça surgem mil e uma palavras que chegariam para que me entregasse ao calor do teu corpo. mas não respondo. procuro os teus olhos com os meus ainda fechados e digo-te em silêncio: "nada, deita-te comigo, apenas". Aconchego-me nesse sonho que me apaixona e abraço-te. Na minha cabeça continuam as palavras... mas não me atrevo a sussurá-las.

sábado, 16 de maio de 2009

anesthetize part 1

...

aconchego-me no tédio do pensamento que em mim, já nada quer sentir. os desejos morrem à beira mar, como sonhos esquecidos que permanecem debaixo das almofadas para outro amanhecer. não os guardo. não mais. ou penso que não.



[fotografia de Alexandre P.]

terça-feira, 12 de maio de 2009

delírio.

[fotografia de Daniela Morgado]


se todos os dias pudessem ser como aquele, que se enchessem de quimeras as estações e que todos os amantes se deixassem levar pelos instintos. se tudo pudesse ser como foi, oxalá a existência congelasse num recorte protegido de todas as invejas carnais. fossem as noites tapetes infinitos de tempo onde escorregamos para o mais fundo das fraquezas e nos perdemos por ruas inscritas em toques desconhecidos.


sentir, sentir, sentir.
sim, faz-me saber que estou viva!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

palavras soltas.

[fotografia de Daniela Morgado]


encho os sonhos de mentiras e minto todos os desejos que tenho. possuir é estar longe daquilo que nos prende e se hoje, nada me agarra que seja eu essa alma vaganbunda que se esconde por detrás de nomes irreais. fujam essas loucuras que me fazem tremer o corpo e arrepiam os sentidos como um leve suspiro pela nuca.


minto.